Os avanços tecnológicos consolidados pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) em Uberlândia foram apresentados ontem durante uma visita técnica à Uberlândia, solicitada pela cidade de Ribeirão Preto (SP).
A comissão formada pelo diretor superintendente do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), Tanielson Wagner Campos e pelos engenheiros Emílio Gerhart, Benedito Cicilini e Eliseu Vinhado conheceu o sistema de automação implantado na Estação de Tratamento de Água (ETA) Bom Jardim e a Central de Controle de Processos do Dmae.
Para o diretor do Daerp, Tanielson Campos, o Dmae chama a atenção por funcionar como uma empresa bem estruturada que demonstra eficiência e sustentabilidade. “É surpreendente a tarifa praticada em Uberlândia para que o Dmae consiga manter a qualidade do serviço que fornece à população, ressalta.
Segundo ele, a realidade de Ribeirão Preto é muito próxima da de Uberlândia, porém, o Dmae está à frente nos investimentos de telemetria e automação. O Daerp atende a uma população flutuante de 600 mil habitantes com 190 mil ligações, que correspondem a 100% de água potável captada do Aquífero Guarani em 103 poços profundos e 97% de esgoto tratado.
Uberlândia iniciou a modernização do seu sistema público de abastecimento de água em 2005. Parte dessa evolução foi realizada por meio do projeto de telemetria com automação, no qual o Dmae já investiu R$ 2,5 milhões. O projeto está sendo desenvolvido em três etapas, incluindo todas as unidades de captação de água bruta, tratamento, reservação e distribuição de água tratada, no perímetro urbano. A telemetria consiste na coleta e transmissão de dados operacionais à distância e em tempo real, para microcomputadores localizados em uma Central.
O Dmae inaugurou a 1ª etapa em agosto de 2006, abrangendo a instalação de medidores de vazão, nível e pressão nos reservatórios de água, que são controlados à distância e em tempo real pela Central de Controle de Processos (CCP) do Dmae.
Um dos principais benefícios gerados nesta etapa foi a obtenção de dados que subsidiam ações de redução e controle das perdas de água e energia, além de contribuir na regularidade no abastecimento. Na ETA Bom Jardim, por exemplo, a economia na dosagem de coagulante (produto químico) no tratamento da água foi de 20%, em um ano.
Para garantir o padrão de qualidade da água distribuída para a comunidade, a 2ª etapa contemplou o telecomando do sistema de dosagens de produtos químicos, lavagem dos filtros, análise on-line da qualidade da água bruta, controle de qualidade da água filtrada, macromedições de vazão de entrada e saída das Estações de Tratamento, além da instalação de floculadores mecânicos. O projeto foi concluído em dezembro de 2008, contando com seis meses de operação assistida em 2009.
A 3ª etapa consiste na setorização do abastecimento e o início está projetado para o ano de 2010, afirma o diretor geral do Dmae, Epaminondas Honorato Mendes.
Os investimentos já realizados em telemetria e automação vão permitir que a cidade seja dividida por setores para equilibrar as pressões nas redes de distribuição, minimizando rompimentos e a falta de água.
Ele explica que a última etapa do projeto de telemetria com automação vai resultar em benefícios como a rápida identificação de condições anormais, a redução do tempo de interrupção no abastecimento de água e a composição de uma base de dados que assegura o planejamento futuro do fornecimento de água em Uberlândia. “Esta etapa fecha o ciclo do abastecimento público e a grande meta do Dmae continua sendo a diminuição das perdas de água e a redução dos custos operacionais”, ressalta.
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